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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"Capítulo 1 - Caminhos da Estrada" - Prévia

Bom gente, aqui está, finalmente, a prévia do primeiro capítulo, inspirado no jogo "Road & Tracks Presents: The Need For Speed" e com frases de "Tokyo Drift". Este foi o início da ideia, depois dele que tomei gosto, espero que gostem!



Huston - Texas, Estados Unidos
18 de Outubro de 1975

Nasce Scott John McBenetton, em casa com total saúde.
Filho de um perfurador de petróleo e de uma engenheira bem sucedidos, Scott desde pequeno já viveu no conforto.
Sua paixão por carros começou quando foi a uma cidade próxima de Huston, onde havia uma Lamborghini amarela na frente de uma bela mansão. Scott resolveu perguntar ao pai sobre o carro.
_ É uma Lamborghini, um modelo italiano com mais de 400 cavalos de potência.
Aquilo o deixou encantado.
Aos seis anos de idade já pilotava Kart. Era o melhor piloto menor de 10 anos da cidade inteira.
Aos nove anos evoluiu para o Dragster, com carros lindos e muito grandes. Seus pais viviam preocupados com ele, mas Scott era frio e determinado na pista. Nunca sofreu o menor acidente, mesmo tendo preocupações com a escola, com o carro de competições dele, que ele mesmo preparava para as provas de arrancada, e com os negócios da família, já que ajudava seu pai nas finanças.
Com doze anos ele já dirigia o carro do pai, aproveitando uma pista de terra batida que ele tinha no terreno para treinar direção defensiva, na qual Scott não tinha muita experiência, mas em pouco tempo conseguiu tirar habilitação, após fazer algumas aulas teóricas e uma única prática..
Quando fez 18 anos, em 1994, ganhou seu primeiro carro, um Porsche 911 Carrera fabricado em 1993. Ele próprio tunou sozinho o carro, gastando em equipamentos que iam de estofados a chips de performance.
Scott usou o carro para uma corrida séria apenas no ano seguinte, quando seus pais o largaram apenas com a roupa do corpo e seu carro.
Ele ficou muito mal, passou fome e frio, começou a ter como casa seu carro, guardando o pouco dinheiro que conseguia. O rapaz alto, de 1 metro e 80 e aparência musculosa estava magro e pálido, aparentando doença.
O carro não parecia ter sido tunado, sem modificações aparentes no visual. Era um veículo de uma cor azul fosco e nenhuma peça trocada na carroceria. Por dentro a coisa era bem outra, com volante esportivo modelo Century , câmbio de alumínio polido,  e dois galões médios de N2O no porta-malas, local onde a maioria dos corredores colocam sistemas de som enfeites, Scott guardava seu kit especial para corridas: um conjunto de rodas aro 16’ com pneus slick e também um conjunto de aros reserva, isto sem contar nas ponteiras de escape, dois modelos que até melhoravam os desempenho do carro em algumas situações.
Ele pensou em vender tudo e comprar algumas peças exteriores, porém pensou melhor e resolveu ficar com eles e faturar algum dinheiro correndo, já que beleza não é potência.
Um dia Scott não tinha nem se quer o que comer. Conversou com alguns colegas que participavam de competições ilegais sobre uma corrida de rua que acontecia toda semana, nas madrugadas de sábado para domingo nas ruas do centro de Huston. Já na terça-feira ele tirou saber sobre o trajeto.
Ele sabia que este era um caminho sem volta. Alguns conhecidos haviam caído na vida dos “rachas”. Pilotos de rua eram pessoas diferentes dos demais: sem passado, sem futuro, sem problemas, têm apenas o presente e nada mais. Este não era o perfil de Scott, mas desde que saíra de casa ele tem mudado muito.
Ele parou de frente a uma revendedora de automóveis, bastava ele sair do carro e fechar negócio, mas não, ele queria algo mais. Se vendesse seu Porsche teria lucro, porém acabaria logo. Se corresse uma vez, não pararia mais, ele sentia que estava em seu instinto. Se ele corresse, seria mais um piloto de rua como todos, sem motivos para viver.
Ele desceu do carro, decidiu que não era isso que queria. Caminhou até a porta da concessionária, entrou, foi direto ao balcão. Ele estava quase vendendo o carro, até que nota que seu dom pode lhe render algo de bom, mesmo que isso lhe custe a liberdade de uma vida comum. Ele cancela o negócio e volta para seu carro. 
Uma dúvida incessante corria na cabeça de Scott. A decisão era fácil: voltava para a loja, vendia o carro, arranjava um emprego e tinha uma vida normal; ou ia para um beco qualquer, trocava as peças do carro e esperava chegar a noite. Foi o que ele fez.
Chegou enfim a grande noite da corrida. Antes das 6 horas da tarde ele já havia trocado as rodas e o escapamento, garantindo o melhor desempenho do carro, já que estava valendo ao total 5000 dólares de cada piloto. Quem não tivesse o dinheiro, como Scott, apostaria o carro. Ele pensou muito, teve muito medo, mas era uma situação extrema, não havia outra saída. Era isto ou vender partes do carro para poder se alimentar. Ele decidiu correr, acontecesse o que fosse para acontecer.
Ele foi até a linha de partida temendo o pior já no começo, entregou os documentos de seu carro a um dos pilotos que não iria correr. No total eram quatro carros: o Porsche de Scott; uma Lamborghini Diablo vermelha, com um conjunto de pára-choques, um vidro escuro, neon da mesma cor da lataria e um sistema de som equivalente a um trio elétrico; um Dodge Viper que queimava mais N2O que gasolina no motor modificado; e também um Toyota Supra branco, com suspensão hidráulica, faróis de xenon e sistema de GPS no painel.
Qualquer carro que estivesse a sua volta valia no mínimo dez carros de Scott, mas ele não se intimidou por preço. Ele mantinha o pensamento “BELEZA NÃO É POTÊNCIA”. Uma mulher de mini-saia e blusa amarrada vai à frente dos carros e ergue os braços. Ele olha para a sua esquerda, vê a Lamborghini. Olha para a sua direita, vê o Toyota e o Dodge , na ponta da fila. Ele olha para frente, se concentra, percebe que precisa sentir o carro, pisa fundo no acelerador e logo depois solta rapidamente, motor girando a 8000 RPM. Posiciona a mão sobre o câmbio desengatado, pronto para engatar a primeira marcha e pisar sem dó. Ele olha fixamente para a garota que, do repente, abaixa os braços.
Scott não sabia bem o que fazer no momento. Ele engatou a primeira e pisou fundo, mas ainda assim saiu em desvantagem, ficando na frente apenas do Toyota. Logo ele pisou na embreagem e numa fração de segundos engatou a segunda, já a mais de 80 Km/h. Ele engata a terceira e dá uma injeção direta de N2O, ultrapassando o Dodge, ficando ao lado da Lamborghini, na ponta da corrida. Neste momento é que chega a hora de seu trunfo: ele era extremamente habilidoso em curvas fechadas. Também tinha habilidade em depressões, nas quais o carro tende a sair do chão por alguns instantes. Ele consegue uma boa vantagem em cima da Lamborghini após uma curva de esquina, deixando-a em segundo lugar, quase 100 metros atrás dele.
Foi aí que ele se viu perdido por um momento. Ele raspou a lateral esquerda do carro em um muro de concreto e perdeu o controle do carro, perdendo toda a velocidade. Ele rodou e ficou virado em contra mão do sentido da corrida, vendo os três competidores vindo em sua direção. Ou ele tomava uma decisão rápida e tentava terminar a corrida ou esperava os demais passarem. Ele rapidamente engata a primeira e acelera fundo, fazendo o pneu derrapar , gira o carro e retoma a corrida, assegurando o final, agora em segundo lugar, com a Lamborghini a sua frente.
Scott entra na reta final da corrida, 500 metros de rua com asfalto perfeito, limpo, vazio. À sua frente a Lamborghini, com o motor roncando como um carro de autódromo;  ao seu lado, embaixo do assento do banco do passageiro, um registro ligado aos dois galões de N2O. Ele abre o que pode rapidamente e liga a injeção direta no motor. O carro dá uma arrancada , passa dos 7500 giros na sexta marcha, acelerando a mais de 230 Km/h e passando a Lamborghini nos últimos segundos de corrida, se aliviando depois de parar o carro e comemorar, gritando, pulando e indo em direção ao piloto de fora da corrida para pegar seu prêmio.
A sensação foi incrível, todo mundo que estava na corrida e fora dela parou para ver o desconhecido que derrotou superesportivos com um simples Porsche, mesmo depois de rodar no trajeto. Estavam todos apostando centenas de dólares na Lamborghini, tendo certeza que seus mais de 500 cavalos debaixo do capô fariam diferença, mas ficaram admirados com o feito de Scott, que mesmo com toda a desvantagem, teve coragem de enfrentar os demais e habilidade de vencer!
Depois de chegar em primeiro ele pensa: “Não tive muito lucro nisso. Vou ter de encher os dois galões de N2O e trocar os pneus antes que guinchem o carro”.
Mal se lembrou ele que ganhou 15,000 dólares na corrida, na época, uma pequena fortuna. Com esse dinheiro ele alugou um apartamento pequeno, comprou algumas peças para o carro, deixando o Porsche com cara de carro de corrida. Encheu os galões de N2O, fez umas melhorar no motor, comprou novos pneus e voltou a correr na semana seguinte, vencendo até de uma Ferrari 512 em uma corrida perto da estação de trem local.
Na outra semana ele resolveu correr apostando alto, mas ficou conhecido e, com o tempo, temido pelos demais.
Depois de algumas corridas ganhas nos fins de semana ele juntou mais ou menos 250000 dólares em uma poupança, viu que seria melhor se mudar para um lugar maior. Mudou-se para Nova York. Montou uma oficina de tuning completa, que vendia peças de volantes a motores e também montava alguns carros nas horas vagas.
No meio tempo entre ele ficar conhecido e se mudar, conheceu Tommy Gomez, um estrangeiro ilegal. Ele era a pessoa que controlava o Underground da área de Houston. Ele passaria o controle de tudo para quem ganhasse de seu carro, uma espécie de “Frankenstein” feito com o melhor de cada carro da época: chassi de Ferrari 512; motor de Dodge Viper; transmissão do Toyota Supra; sistema de rodas e freios da Lamborghini Diablo; conjunto de direção do Porsche 911 e interior personalizado.
O carro tinha um único ponto fraco, que apenas Tommy sabia até Scott o ver correndo para defender seu território: baixa estabilidade. O carro era leve e potente, o que o deixava sem estabilidade nas curvas devido ao pesado motor na traseira do carro. Scott sabia também que se quisesse ganhar dinheiro fácil, teria de correr com todos na hierarquia até chegar a ele.
Foi o que ele fez. Primeiro enfrentou a escória do Underground. Depois passou pelos “tuners”. A última etapa antes do chefão era a dos burgueses.
Ele enfrentou todos, sem perder nenhuma corrida, o que já despertou a atenção de Tommy quando ele começou a enfrentar os burgueses, até chegar à noite de natal de 1996, onde Scott, Tommy e dezenas de pilotos de rua se reuniram em plena avenida principal enquanto todos os demais estavam em suas casas, aproveitando a noite natalina, Scott estava rasgando o asfalto  mais de 200 Km/h.
A corrida não foi fácil, o trajeto tinha apenas duas curvas, um tipo de “U” em torno da cidade. Na saída o “frankens-carro” de Tommy arrancou metros à frente Scott, mas na primeira curva Scott já recuperou o atraso, disparando o motor com nitro nas duas curvas e retomando a posição na reta final, voltando ao lado do carro usando todo o galão de N2O para ultrapassar Tommy nos últimos 50 metros de corrida. Após isso, ele teve uma longa conversa com Tommy, o qual Scott escolhera como seu sócio, dividindo todo o lucro que o Underground tivesse com corridas quando Scott foi embora.
Ele deixou muitos amigos em Huston, também deixou muitos inimigos e rivais de corrida, mas as ruas de “New York City” eram o céu para ele e para qualquer amante de carros: havia veículos tunados em toda parte, pessoas em todo lugar, polícia em toda esquina, adrenalina em cada curva e claro, muita velocidade em cada movimento!


Observações:
Frase do filme Tokyo Drift
Eu que inventei essa parte do zero, dá pra crer?



Bom turma, é isso, espero que tenham aproveitado a prévia do primeiro capítulo, dei uma peneirada legal pra enxugar bem a história sem perder o sentido. Espero que tenham gostado!

Valeu pela leitura, não esqueçam de comentar! Abraços!





Mr. ValdeMig

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